Manifestações se espalharam por diversas cidades dos Estados Unidos após um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) matar a tiros uma mulher de 37 anos durante uma operação realizada na quarta-feira, 7, em Minneapolis.
Os protestos eclodiram principalmente em Nova York, onde cerca de 400 pessoas se reuniram em frente a um escritório regional do ICE no sul de Manhattan. Políticos locais estiveram presentes e alertaram a multidão para permanecer em "alerta máximo" diante de possíveis batidas do órgão de imigração. Manifestações também foram registradas em outras cidades como Miami e Nova Orleans.
O incidente ocorreu a menos de um quilômetro do local onde George Floyd, um homem negro, foi assassinado pela polícia em 2020, desencadeando uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial em todo o país. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), o agente do ICE atirou contra a motorista após ela tentar atropelar policiais durante a operação.
Vídeos gravados por testemunhas e divulgados nas redes sociais mostram agentes se aproximando de um SUV parado no meio da rua e tentando abrir a porta do lado do motorista. Em seguida, o carro arranca, e outro agente, posicionado à frente do veículo, dispara ao menos dois tiros. O automóvel avança, empurra o agente para trás sem derrubá-lo e colide com dois carros estacionados antes de parar. Pessoas que presenciaram a cena reagiram com gritos de choque.
Em entrevista coletiva, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, fez referência aos protestos que tomaram Minneapolis após o assassinato de George Floyd, afirmando que "esta cidade já pegou fogo antes" e criticando o governador de Minnesota, Tim Walz, e as lideranças locais por não terem agido com rapidez suficiente.
O tiroteio desencadeou uma nova onda de manifestações contra a violência policial e a atuação do ICE nos Estados Unidos. Os protestos refletem o clima de tensão e desconfiança entre a comunidade imigrante e as forças de segurança do país, evidenciando a necessidade de uma revisão profunda das políticas de imigração e de uma abordagem mais humana e sensível por parte das autoridades.


