O ataque dos Estados Unidos Venezuela, que culminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, é um ato que rompe completamente as regras do direito internacional, alertam especialistas ouvidos por este jornal. A a o, que aconteceu nas últimas horas, foi consumada "sem disfarces" e com o objetivo declarado de "apropria o das riquezas locais, em especial o petróleo", segundo o próprio presidente Donald Trump.
O ataque, que já era esperado desde o primeiro mandato de Trump, ocorreu de forma rápida e sem qualquer promessa de reconstru o da democracia ou de benefícios para a popula o venezuelana. Maduro e sua esposa foram capturados e transferidos imediatamente para solo norte-americano, onde dever o ser julgados por supostas acusa es de participa o no narcotráfico.
Analistas afirmam que essa interven o unilateral dos EUA, sem aval da comunidade internacional, representa um risco de escalada e de desestabiliza o da ordem global. "Ignorar fundamentos elementares do direito internacional e princípios que devem continuar sendo tomados como inerentes conviv ncia entre na es significa também p r abaixo a ordena o global, potencializando dessa forma também riscos de uma escalada que bem poderá ser o caminho do fim", alerta um especialista em rela es internacionais.
Essa n o é a primeira vez que os Estados Unidos realizam uma interven o militar em um país estrangeiro. A es semelhantes no passado, como na Coreia, Vietn , Iraque e Afeganist o, tiveram saldos negativos e custos que n o podem ser considerados aceitáveis, mesmo na perspectiva estadunidense, segundo os analistas.
As rea es iniciais de governos aliados, especialmente da Europa, t m sido "quase protocolares", com temores mal disfar ados nas entrelinhas dos comunicados oficiais. Internamente, nos Estados Unidos, já come am a surgir críticas a o do presidente Trump, que carece de legitimidade congressual.
Especialistas afirmam que a Venezuela pode estar caminhando na mesma dire o de outros países alvos de interven es americanas no passado, com consequ ncias imprevisíveis para a estabilidade regional e global.












