A invas o da Venezuela pelos Estados Unidos e a deten o do presidente Nicolás Maduro representam uma grave viola o do direito internacional e dos princípios da Carta da Organiza o dos Estados Americanos (OEA). Apesar das acusa es de liga es com o narcotráfico, a a o unilateral dos EUA configura um ataque a um país soberano e o sequestro de seu chefe de Estado, algo expressamente proibido pelas normas internacionais.
A motiva o por trás dessa investida norte-americana parece ser, na verdade, o desejo de obter o controle sobre as enormes reservas de petróleo da Venezuela. O presidente Donald Trump n o escondeu sua inten o de "tomar" a maior reserva mundial de combustível fóssil, disfar ando seu verdadeiro objetivo sob o pretexto de combater a ditadura e defender a democracia.
Essa a o unilateral e agressiva dos EUA divide a comunidade internacional. Lideran as da Uni o Europeia e mesmo aliados dos Estados Unidos expressaram suas ressalvas, enquanto países como Rússia, China, Ir e Coreia do Norte condenaram veementemente o ataque. Na América Latina, a regi o exp e suas "veias abertas", com alguns países apoiando a a o e outros denunciando o "absurdo" cometido.
O ex-presidente Lula, da Brasil, classificou a invas o como um "ataque inaceitável", refor ando que a solu o para a crise venezuelana deve vir por meio do diálogo e do respeito aos princípios do direito internacional. Afinal, se n o houver resist ncia, os EUA podem repetir essa a o em outros territórios, evidenciando um cenário semelhante ao das anexa es da Alemanha nazista.
Ao ignorar os apelos por uma solu o pacífica e seguir seu "ritmo bélico", Donald Trump parece estar disposto a levar adiante sua ideologia de supremacia norte-americana, mesmo que isso signifique o desrespeito aos pilares da diplomacia e da ordem mundial. A angústia vivida pela comunidade internacional é, portanto, a de presenciar uma possível escalada de conflitos e o enfraquecimento do multilateralismo.












