politicaContraste Político en Mato Grosso do Sul: Baja Recaudación Electoral, Prisiones de Lujo y Confusiones Viales
Embora esteja liberado desde o dia 15 de maio deste ano, quando a Justiça Eleitoral autorizou o início do financiamento coletivo para as eleições, o chamado sistema de vaquinha eleitoral ainda não ganhou tração em Mato Grosso do Sul. Em pouco mais de dois meses, apenas 23 pré-candidatos aderiram à modalidade, que soma R$ 183.837,04 arrecadados, por meio de 615 doadores, em todo o Estado. O valor é considerado modesto para um estado com mais de 2 milhões de eleitores e indica que a ferramenta ainda não se consolidou como fonte relevante de financiamento na pré-campanha. Os números também revelam forte concentração das doações, já que, sozinho, o deputado estadual e pré-candidato à reeleição Pedro Caravina (PSDB) responde por cerca de 48% de todo o dinheiro arrecadado pelas campanhas sul-mato-grossenses. Com R$ 88.320,00 obtidos com 100 apoiadores, ele lidera com ampla vantagem o ranking estadual, seguido pelo pré-candidato a deputado federal Delegado André Matsushita (PP), com R$ 41.070,00 arrecadados de 47 apoiadores, e pelo pré-candidato ao governo do Estado, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que arrecadou R$ 15.908,00 de 74 doadores. Juntos, os três primeiros colocados concentram aproximadamente 79% de todos os recursos arrecadados por meio das vaquinhas eleitorais em Mato Grosso do Sul, evidenciando que a maior parte das campanhas ainda tem pouca ou nenhuma capacidade de mobilizar doações pela internet. Na sequência do ranking estadual aparecem o pré-candidato a deputado estadual e vereador campo-grandense André Salineiro (PL), com R$ 12.850,00 arrecadados de 14 apoiadores, e a deputada estadual Gleice Jane (PT), pré-candidata à reeleição, que arrecadou R$ 10.638,33 de 31 apoiadores. O pré-candidato Ton Borges (Novo), por sua vez, chama atenção por apresentar o maior número de colaboradores entre os 10 primeiros colocados: são 212 doadores para uma arrecadação de R$ 5.967,00, sinalizando forte participação de pequenas contribuições individuais. Também figuram entre os 10 principais arrecadadores Richard Chapasul (Novo), Marcos Guimarães (Novo), Miriam Gimenez (Novo) e Germano Caires (Missão), todos com arrecadações inferiores a R$ 2 mil. Entre os nomes mais conhecidos da política estadual, o desempenho também é discreto. O pré-candidato ao Senado deputado federal Vander Loubet (PT) arrecadou apenas R$ 510,00, provenientes de seis apoiadores. Já o deputado federal Marcos Pollon (PL), pré-candidato à reeleição, o deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), pré-candidato à reeleição, e o pré-candidato a deputado estadual Tiago Botelho (PT) ainda não haviam recebido nenhuma doação na plataforma quando o levantamento foi feito. CENÁRIO NACIONAL No cenário nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a 10a posição no ranking de arrecadação por financiamento coletivo. O Estado registra R$ 183.837,04 arrecadados em 23 campanhas, enquanto São Paulo lidera, com R$ 1,47 milhão, seguido pelas campanhas presidenciais, que já somam R$ 1,25 milhão, e o Rio de Janeiro, com R$ 913 mil. Especialistas apontam que o financiamento coletivo é uma ferramenta importante principalmente para candidatos com menor acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral ou com pouco espaço na propaganda política. Além de captar recursos, as vaquinhas funcionam como um indicativo da capacidade de mobilização dos pré-candidatos, especialmente daqueles que conseguem transformar o alcance nas redes sociais em apoio financeiro. O financiamento coletivo para campanhas eleitorais é permitido pela Justiça Eleitoral desde o dia 15 de maio do ano da eleição. As doações devem ser realizadas por plataformas cadastradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com identificação obrigatória do CPF do doador, garantindo transparência e rastreabilidade dos recursos. As contribuições de pessoas físicas permanecem limitadas a até 10% dos rendimentos brutos declarados no Imposto de Renda do ano anterior e, após o registro das candidaturas, todos os valores passam a integrar a prestação de contas analisada pela Justiça Eleitoral.
lunes, 27 de julio de 2026, 12:00
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El escenario político y judicial de Mato Grosso do Sul atraviesa un momento de notables contrastes, marcados por la baja adopción de nuevas herramientas de financiamiento electoral, procesos judiciales complejos vinculados al crimen organizado y errores públicos de legisladores respecto a la gestión de infraestructuras estatales.
En el ámbito electoral, el sistema de financiamiento colectivo, conocido como "vaquinha", no ha logrado ganar tracción en el estado, a pesar de estar autorizado por la Justicia Electoral desde el pasado 15 de mayo. Los datos revelan una adhesión modesta: solo 23 precandidatos han utilizado esta modalidad, recaudando un total de 183.837,04 reales a través de 615 donantes. Esta cifra es considerada baja para un estado que cuenta con más de 2 millones de electores, lo que sugiere que el crowdfunding aún no es una fuente relevante de recursos en la pre-campaña.
La distribución de estos fondos evidencia una fuerte concentración. El diputado estatal y precandidato a la reelección Pedro Caravina (PSDB) lidera el ranking con 88.320,00 reales obtenidos de 100 apoiadores, lo que representa aproximadamente el 48% de todo el dinero recaudado en el estado. Junto a él, el precandidato a diputado federal Delegado André Matsushita (PP), con 41.070,00 reales, y el precandidato al gobierno estatal João Henrique Catan (Novo), con 15.908,00 reales, concentran el 79% de los recursos totales.
Llama la atención el caso de Ton Borges (Novo), quien, aunque recaudó una suma menor (5.967,00 reales), registró la mayor cantidad de colaboradores entre los diez primeros, con 212 donantes, indicando una base de pequeñas contribuciones individuales. Por el contrario, figuras conocidas como el diputado federal Vander Loubet (PT) muestran un desempeño discreto con solo 510,00 reales, mientras que otros como Marcos Pollon (PL), Paulo Duarte (PSDB) y Tiago Botelho (PT) no registraron donaciones en la plataforma al momento del levantamiento. A nivel nacional, Mato Grosso do Sul ocupa la décima posición en recaudación por este medio.
En el plano judicial, la Justicia ha negado la solicitud de prisión domiciliaria del abogado Rhiad Abdulahad, detenido en noviembre de 2025 durante la cuarta fase de la Operación Successione. Abdulahad es acusado por el Gaeco de haber asumido la gerencia de una organización criminosa dedicada a la explotación del "jogo do bicho" y el lavado de dinero, sucediendo a su padre, José Eduardo Abdulahad.
La defensa solicitó la medida basándose en la necesidad de Abdulahad de cuidar a su hijo de dos años, quien padece síndrome de Down. Se presentaron laudos médicos que indican que la presencia del padre es imprescindible para el desarrollo neuropsicomotor y cognitivo del menor, además de la necesidad de consentimiento paterno para una cirugía programada. Sin embargo, la 4ª Vara Criminal de Campo Grande mantuvo la prisión preventiva. Se ha reportado que el abogado se encuentra en una de las celdas más lujosas del Presidio Militar, debido a su estatus de prisión especial. Esta operación también ha afectado a familiares y empresarios cercanos al ex-diputado Roberto Razuk Filho (Neno), quien permanece prófugo.
Finalmente, una controversia ha surgido en torno a la gestión de la rodovia BR-267, entre Bataguassu y Nova Alvorada do Sul. El diputado federal Rodolfo Nogueira (PL) publicó videos criticando duramente al gobierno federal por el estado de deterioro de la vía, llena de baches que provocan daños en los neumáticos. No obstante, el trecho en cuestión fue privatizado el 6 de febrero de este año y actualmente está bajo la responsabilidad de la concesionaria "Caminhos da Celulose" (XP Investimentos), mediante un contrato que prevé inversiones de 10.000 millones de reales en 30 años.
Esta confusión no es aislada, ya que el diputado Renato Câmara (Republicanos) también presentó una indicación en la Asamblea Legislativa solicitando que el DNIT —órgano federal— recuperara la vía, petición que fue aprobada por todos los parlamentares presentes, ignorando que la rodovia había sido estatizada y posteriormente privatizada. El contrato estipula que la concesionaria solo podrá cobrar peajes después del duodécimo mes de contrato, una vez que se cumplan estándares mínimos de pavimentación, señalización y drenaje.