deportesDe un cupón bajo la lluvia a la Copa del Mundo: la historia de Gilberto Vitoriano
'Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão': como frase levou jovem de SP à Copa de 2002 ⚽🏆 A frase "Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão" levou um jovem de 17 anos de Mogi das Cruzes a realizar o sonho de acompanhar de perto a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, que terminou com o pentacampeonato. Naquele ano, o Brasil chegou ao Mundial disputado na Ásia desacreditado e longe de ser o favorito. Mesmo assim, o jovem Gilberto Vitoriano da Silva comemorou a oportunidade. “Foi um dos dias mais felizes da minha vida” contou. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Na época, uma empresa do setor de eletroeletrônicos promoveu um concurso cultural em todo o país. Para participar, os concorrentes precisavam criar uma frase contendo obrigatoriamente as palavras "Eletro" e "Brasil". A frase vencedora foi criada por Gilberto: Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão. Com a Eletro apoiando, Brasil é campeão Além da criatividade, uma coincidência ajudou a mudar sua história. Gilberto trabalhava em uma lanchonete no bairro do Socorro, em Mogi das Cruzes, quando um cliente frequente, conhecido como seo Roberto, lhe entregou um cupom do concurso. Gilberto com torcedor na Copa do Mundo de 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Gilberto lembra que seo Roberto o incentivou a participar. Ele disse: "Eu sei que você é muito inteligente, eu sei que você gosta de ler, tá aqui, você vai fazer uma frase". VEJA MAIS Agora no g1 Apesar do estímulo, ele conta que ficou receoso no primeiro momento. "Eu fiquei pensando assim ainda, um cupom, nossa, que presente de grego, né?” Mesmo com a dúvida, escreveu a frase e guardou o cupom na mochila. Para validar a participação, era preciso depositar o cupom em uma urna na loja promotora da ação. No entanto, isso não era uma prioridade para Gilberto. “Eu trabalhava no bairro do Socorro e dificilmente eu descia pro centro da cidade [onde a loja era localizada]”, contou. O cupom quase não foi entregue. Gilberto só se lembrou da promoção em 6 de maio de 2002, dois dias antes do encerramento da promoção. Naquele dia, caminhava pelo centro da cidade quando uma chuva forte o fez buscar abrigo sob o toldo de uma loja da Eletro. Ao perceber que estava em frente à loja participante, decidiu aproveitar a oportunidade e depositar o cupom em uma urna já cheia de formulários. "Falei: 'Meu Deus, um cuponzinho, né? Vou colocar aí'", lembra. Nove dias depois, ele recebeu um telefonema informando que havia vencido o concurso. "Eu falei: 'Ah, para, conversa para boi dormir, né?'" A confirmação veio acompanhada de uma manchete no jornal da cidade. Recorte do jornal que notíciou a ida de Gilberto à Copa de 2002 Arquivo / O Diário A viagem até o Penta Com a viagem garantida, começou a corrida para providenciar a documentação. Gilberto nunca havia saído do Brasil e não tinha passaporte nem visto. O embarque estava marcado para o dia 30 de maio de 2002, apenas 15 dias após ele ter recebido o telefonema da vitória. "A gente começou a correr atrás de documentação, porque eu não tinha passaporte, eu não tinha visto, eu não tinha absolutamente nada. E o embarque para essa viagem era em 15 dias", recorda o mogiano. Gilberto visitou a cabine do avião em que foi para o Japão em 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Após conseguir a documentação, Gilberto embarcou em 30 de maio pelo Aeroporto de Guarulhos acompanhado de uma tia, que era sua responsável legal. Segundo ele, a "ficha" só caiu no Aeroporto de Guarulhos, durante um encontro com cerca de 200 pessoas que também viajaram por meio de promoções ligadas à Copa. O trajeto até o destino final foi longo: uma escala em Chicago, nos Estados Unidos, e outra em Tóquio, no Japão, antes de chegar à Coreia do Sul. "Foi uma zoeira de São Paulo até Chicago, de Chicago até Tóquio e depois de Tóquio até a Coreia. A gente já se conheceu todo mundo", relembra Gilberto Gilberto e outros ganhadores dos concursos Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Na Ásia, Gilberto e a tia ficaram hospedados em hotéis de alto padrão. Nos lobbies, encontraram personalidades que ele conhecia apenas pela televisão, como o narrador Galvão Bueno e o então presidente da Fifa, Joseph Blatter. Atualmente, Gilberto mora nos Estados Unidos e é jornalista. Ele afirma que a vivência na Copa de 2002, somada ao seu interesse natural por esportes, foi fundamental para sua trajetória. "Tudo assim acabou casando para que eu tivesse uma experiência incrível que me moldasse como torcedor, como um todo” Gilberto acompanhou todos os jogos do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2002. Em 30 de junho, a Seleção Brasileira conquistou o pentacampeonato ao vencer a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo Fenômeno, no Yokohama Stadium, no Japão. Gilberto e sua tia em dos estádios que visitou durante a Copa de 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê
viernes, 12 de junio de 2026, 09:52
BR
g1globo
En el año 2002, la vida de Gilberto Vitoriano da Silva, un joven de 17 años residente de Mogi das Cruzes, cambió drásticamente gracias a un concurso cultural y una serie de coincidencias fortuitas. Lo que comenzó como un simple gesto de participación terminó llevándolo hasta Asia para presenciar uno de los momentos más gloriosos del fútbol brasileño: la conquista del pentacampeonato mundial.
La oportunidad surgió a través de una promoción organizada por una empresa del sector de electroelectrónicos, la cual invitaba a los ciudadanos de todo el país a participar en un concurso cultural. Las reglas eran claras y estrictas: los concursantes debían crear una frase original que incluyera obligatoriamente las palabras "Eletro" y "Brasil". Aunque el texto fuente no detalla la frase exacta que cumplía con estos requisitos técnicos, el relato destaca la frase que se convirtió en el símbolo de su viaje: "Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão" (En Corea o en Japón, el quinto título está en la mano).
El camino hacia la victoria no fue lineal. En aquel entonces, Gilberto trabajaba en una lanchonete ubicada en el barrio de Socorro, en Mogi das Cruzes. Fue allí donde un cliente frecuente, conocido como seo Roberto, decidió darle un impulso. Reconociendo la inteligencia del joven y su gusto por la lectura, seo Roberto le entregó un cupón del concurso y lo instó a participar. A pesar del estímulo, Gilberto se mostró inicialmente escéptico, llegando a pensar que el cupón podría ser un "regalo griego". No obstante, decidió escribir su frase y guardó el documento en su mochila.
El destino intervino de manera determinante el 6 de mayo de 2002, apenas dos días antes de que finalizara el plazo de entrega. Gilberto, quien rara vez visitaba el centro de la ciudad donde se encontraba la tienda promotora, se vio sorprendido por una fuerte lluvia mientras caminaba por la zona. Para refugiarse del agua, buscó abrigo bajo el toldo de una tienda de Eletro. Al darse cuenta de que estaba precisamente frente al establecimiento participante, decidió aprovechar el momento y depositó su cupón en una urna que ya se encontraba llena de formularios.
Nueve días después, el joven recibió una llamada telefónica informándole que había sido el ganador. Su primera reacción fue de total incredulidad, pensando que se trataba de una broma o una "historia para dormir". Sin embargo, la noticia se confirmó rápidamente cuando vio su nombre en una manchete del periódico local, O Diário.
Con el viaje asegurado, comenzó una carrera contra el reloj. Gilberto nunca había salido de Brasil y carecía de pasaporte y visa. El embarque estaba programado para el 30 de mayo, lo que le dejaba un margen de apenas 15 días para gestionar toda la documentación necesaria. Tras lograr los trámites, partió desde el Aeropuerto de Guarulhos acompañado por su tía, quien actuaba como su responsable legal.
La magnitud de la experiencia comenzó a hacerse real en el aeropuerto, donde se reunió con aproximadamente 200 personas que también habían ganado viajes a través de diversas promociones ligadas al Mundial. El trayecto hacia Asia fue extenso y complejo, incluyendo escalas en Chicago, Estados Unidos, y en Tokio, Japón, antes de llegar finalmente a Corea del Sur.
Una vez en Asia, Gilberto y su tía disfrutaron de alojamientos en hoteles de alto estándar. En los lobbies de estos hoteles, el joven tuvo la oportunidad de coincidir con personalidades prominentes que hasta entonces solo había visto en televisión, como el narrador Galvão Bueno y el entonces presidente de la Fifa, Joseph Blatter.
Gilberto acompañó a la Selección Brasileira durante todos los partidos de la fase de grupos. En aquel periodo, el equipo brasileño llegaba al Mundial desacreditado y sin ser el favorito. Sin embargo, la campaña culminó con éxito el 30 de junio, cuando Brasil venció a Alemania por 2 a 0 en el Yokohama Stadium, Japón, con dos goles de Ronaldo Fenômeno, asegurando el pentacampeonato.
Hoy en día, Gilberto reside en los Estados Unidos y se desempeña profesionalmente como periodista. Él mismo reconoce que aquella vivencia en la Copa del Mundo de 2002, sumada a su interés por los deportes, fue un factor fundamental en su trayectoria profesional, moldeando no solo su identidad como torcedor, sino también su camino laboral.