A avia o privada no Brasil demonstra um crescimento notável, com um aumento de 7,3% em 2024. A frota nacional de avi es e helicópteros atingiu 10.632 unidades, representando um crescimento de 5,75% em rela o ao ano anterior, de acordo com a Associa o Brasileira de Avia o Geral (Abag). Esse cenário impulsiona um nicho imobiliário específico: os condomínios aeronáuticos, ainda raros no interior do país e praticamente inexistentes no Espírito Santo.
Em Divino de S o Louren o, regi o do Caparaó capixaba, o empresário Juarez Sofiste lidera a estrutura o de um projeto inovador de condomínio fly-in. O empreendimento combinará uma pista de pouso, um loteamento residencial e uma forte voca o turística em uma área de 270 mil metros quadrados. A solicita o de licen a para a instala o da pista será formalizada junto Ag ncia Nacional de Avia o Civil (Anac). O projeto conta com a parceria dos empresários Dilesio Borges e José Rafael Zambon, ambos de Gua ui, com experi ncia nas áreas de turismo, tecnologia da informa o e imobiliário, respectivamente.
A ideia germinou a partir da experi ncia de Sofiste no setor turístico local. Ele é proprietário de uma pousada temática inspirada na avia o, onde uma das suítes é ambientada dentro de um antigo jato executivo Gulfstream G-159, com a cabine de comando preservada. A observa o do fluxo turístico na regi o o convenceu do potencial para um projeto de maior envergadura.
Eu tive um estalo quando cheguei ao Caparaó. Pensei que poderíamos ter aqui um campo de avia o, n o um aeroporto, capaz de atrair um público com maior poder aquisitivo , afirma Juarez Sofiste, idealizador do projeto.
O condomínio fly-in prev uma infraestrutura completa, incluindo ruas planejadas, áreas de preserva o ambiental e quatro lagos. Além disso, há planos para a aquisi o de uma aeronave de pequeno porte para oferecer passeios panor micos, permitindo que os turistas apreciem as cachoeiras e as paisagens do Caparaó de uma perspectiva privilegiada. A estrutura também poderá ser utilizada para encontros de aeronaves, prática de aeromodelismo, voos de parapente e opera es aeromédicas com aeronaves leves.
É um conceito diferente, ainda pouco explorado no Espírito Santo. Um campo de avia o facilita o deslocamento, atrai visitantes, permite o transporte aeromédico e abre espa o para novos eventos ligados avia o. É algo que pode mudar a din mica do Caparaó , destaca Sofiste.
Localizado na divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais, o Caparaó é conhecido por suas mais de 100 cachoeiras, clima ameno e forte voca o para o ecoturismo. A regi o abriga o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude, o terceiro ponto mais alto do Brasil e o mais elevado do Sudeste. Além disso, o Caparaó é famoso por seus cafés premiados e uma rede crescente de pousadas e cafeterias. O apelo paisagístico é o principal trunfo para atrair o turismo de alto padr o, com a expectativa de que a pista de pouso transforme o Caparaó em um destino acessível para viajantes que utilizam a avia o executiva e atualmente enfrentam longas horas de estrada para chegar regi o.
A previs o é que a infraestrutura básica do condomínio seja concluída em cerca de dois anos, caso o cronograma seja cumprido. Para Sofiste, o projeto tem o potencial de redefinir a imagem do Caparaó como destino turístico. É um projeto capaz de virar a chave do turismo no Caparaó. Ainda há quem duvide que algo assim possa acontecer aqui, mas nós acreditamos que é possível , conclui Sofiste.
Em outras notícias, a reforma tributária no campo, com a implementa o gradual do IBS e CBS, e a extin o do PIS e Cofins a partir de 2027, prometem impactar o setor produtivo rural. Além disso, o Painel Campo Futuro da CNA e Faes iniciou levantamentos de custos de produ o no Espírito Santo, em um momento delicado para a cafeicultura capixaba devido queda nos pre os do conilon. O Aeroporto das Montanhas, em Venda Nova do Imigrante, recebeu propostas de 28 empresas para sua constru o, com um investimento de refer ncia de R$ 75 milh es. A expectativa é que o aeroporto impulsione o desenvolvimento da regi o e facilite o acesso ao Caparaó e outras áreas turísticas do estado. A startup capixaba Actiz, que desenvolve tecnologias para controle de qualidade em laboratórios, mira o mercado europeu após alcan ar 30% de sua receita com vendas internacionais. E o Grupo Wine, após encerrar 2025 com lucro líquido de R$ 6,2 milh es, planeja um crescimento com foco na rentabilidade.











