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Carnaval Sangriento: 61 "Clóvis" Armados Detenidos en Río

PM prende bate-bolas no CajuDivulgação/PMERJPoliciais militares do Batalhão de Polícia de Choque interceptaram um grupo de bate-bolas armados na noite de segunda-feira (16) na Avenida Brasil. No total, 61 pessoas foram presas. O grupo saiu do Município de Nilópolis e pretendia chegar ao Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.Segundo a Polícia Militar, os agentes faziam um monitoramento da via na altura do Piscinão de Ramos quando perceberam que passageiros de um ônibus faziam algazarra e perturbavam a ordem. Os policiais iniciaram um acompanhamento tático e deram ordem de parada no Caju.Os PMs revistaram os bate-bolas e encontraram 2 pistolas, 2 revólveres, munição e drogas. A ocorrência foi registrada na 21a DP (Bonsucesso).Os bate-bolas — também conhecidos como Clóvis — são personagens tradicionais do carnaval de rua dos subúrbios do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Eles vestem fantasias coloridas e máscaras, muitas vezes com temas variados, e carregam a característica bola de borracha amarrada a um bastão que é batida no chão, gerando som e movimento típicos desses grupos.Criminosos, porém, se infiltram nesses grupos, muitas vezes para brigar com falanges rivais.Veja os vídeos que estão em alta no g1

Carnaval Sangriento: 61 "Clóvis" Armados Detenidos en Río

Policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque realizaram uma operação na noite de segunda-feira (16) na Avenida Brasil, resultando na prisão de 61 indivíduos identificados como integrantes de grupos conhecidos como "bate-bolas" ou "Clóvis". A ação ocorreu na altura do Caju, após os agentes flagrarem o grupo causando perturbação da ordem pública e algazarra em um ônibus. A ocorrência foi registrada na 21ª DP (Bonsucesso).

Os "bate-bolas" são figuras tradicionais do carnaval de rua nos subúrbios do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, caracterizados por fantasias coloridas, máscaras e o uso de uma bola de borracha amarrada a um bastão, que é batida no chão para criar um som e movimento característicos. No entanto, esses grupos têm sido frequentemente infiltrados por criminosos, que os utilizam como fachada para atividades ilegais, incluindo confrontos com grupos rivais e outras ações criminosas.

De acordo com a Polícia Militar, o monitoramento da Avenida Brasil começou na altura do Piscinão de Ramos, onde os agentes observaram o comportamento agitado dos passageiros do ônibus. Após um acompanhamento tático, os policiais deram ordem de parada no Caju e realizaram uma revista minuciosa nos indivíduos. Durante a busca, foram encontradas duas pistolas, dois revólveres, munição e uma quantidade não especificada de entorpecentes.

A prisão dos 61 "bate-bolas" armados levanta sérias preocupações sobre a segurança durante o período de carnaval e a crescente infiltração do crime organizado nesses grupos tradicionais. As autoridades policiais já haviam alertado para o risco de confrontos entre facções rivais disfarçadas de "Clóvis", mas a magnitude da apreensão de armas e drogas demonstra que a situação é ainda mais grave do que o previsto.

O grupo detido informou que havia partido do município de Nilópolis com destino ao Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A motivação da viagem e o objetivo do grupo ainda estão sendo investigados pela polícia. As autoridades suspeitam que os "bate-bolas" pretendiam participar de confrontos com outros grupos rivais ou realizar outras atividades criminosas na região.

A ocorrência reacende o debate sobre a necessidade de um maior controle e fiscalização dos grupos de "bate-bolas" durante o carnaval. Alguns especialistas defendem a criação de um cadastro obrigatório para os integrantes desses grupos, bem como a realização de revistas preventivas em ônibus e outros meios de transporte utilizados por eles. Outros sugerem a proibição total dos "bate-bolas", argumentando que eles se tornaram um foco de violência e criminalidade.

No entanto, a proibição dos "bate-bolas" também é vista com ressalvas por alguns setores da sociedade, que defendem a importância de preservar essa tradição cultural do Rio de Janeiro. Os defensores dessa posição argumentam que a solução não é proibir os "bate-bolas", mas sim intensificar o trabalho de inteligência policial para identificar e prender os criminosos que se infiltram nesses grupos.

A Polícia Militar informou que continuará monitorando de perto os grupos de "bate-bolas" durante o carnaval e que não tolerará qualquer tipo de violência ou criminalidade. As autoridades também apelam à população para que denuncie qualquer atividade suspeita relacionada a esses grupos.

A apreensão de armas e drogas com os "bate-bolas" é mais um exemplo da complexa situação de segurança que o Rio de Janeiro enfrenta, especialmente durante o período de carnaval. A cidade tem sido palco de frequentes confrontos entre facções criminosas, que disputam o controle de territórios e rotas de tráfico de drogas. A presença de armas de fogo em grupos de "bate-bolas" aumenta ainda mais o risco de violência e coloca em perigo a vida de inocentes.

As investigações sobre o caso continuam em andamento, e a polícia espera identificar todos os responsáveis pela posse ilegal de armas e drogas. Os 61 "bate-bolas" detidos foram encaminhados para a 21ª DP (Bonsucesso), onde prestarão depoimento e aguardarão a decisão da Justiça. A Polícia Civil também está investigando a possível ligação dos presos com outras atividades criminosas.

A ocorrência serve como um alerta para as autoridades e para a população sobre os riscos da infiltração do crime organizado em grupos tradicionais do carnaval. É fundamental que as autoridades policiais intensifiquem o trabalho de inteligência e fiscalização para garantir a segurança dos foliões e evitar que o carnaval se transforme em um palco de violência e criminalidade. A colaboração da população também é essencial para o sucesso dessas ações.

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