A pedagoga, ativista social e contadora de histórias Ana Paula Ferreira celebra o poder transformador da escrita e da oralidade em um comovente texto publicado no jornal O Diário. Em suas reflex es, Ferreira destaca como as palavras podem ser símbolos de luta, cura e express o de emo es, além de enfatizar a import ncia de ouvir com calma e de valorizar o "saber org nico, vivido" em detrimento do "saber sintético, só reproduzido".
Ferreira inicia seu texto afirmando que "a escrita pode ser interpretada como símbolo de lutas, curas ou marcas, fatos ou n o". Ela explica que quando alguém escreve, essa pessoa "mistura conhecimentos, sentimentos, emo es e informa es", dando origem a textos que podem expressar lamentos, risos, aconchego ou encanto. "E que ao al ar o voo, encontra o sorriso aquecendo o peito, e a gratid o de um cora o leve, que encontra a paz. s vezes, só o nó da garganta mesmo, desatando em palavras", escreve a pedagoga.
A ativista social destaca que o "saber acad mico, nem sempre informa como as palavras abra am". Ela acredita que "o conhecimento acolhe, o amor envolve e a experi ncia promove a sabedoria", mas alerta que nem sempre usamos "os mesmos óculos" e insistimos em "enxergar com o vidro trincado, ao invés de trocar por outro novo".
Ferreira enfatiza a import ncia do diálogo e da oralidade, afirmando que "o nosso corpo, a nossa voz, pode ser o megafone, quando se conhece a própria história, percebe a lógica do poder" e que "o diálogo empodera. Ensina a liderar nossa mente, refletir e dar espa o ao saber".
A pedagoga convida o leitor a "fazer um contrato com a oralidade, deixe de acelerar a fala, e pulsar ansiedade" e a "ouvir, com calma e aquilombe com os seus, mesmo, que um ou outro aparentemente n o pare a, com voc , mas o espa o da conversa sempre será seu, porque a cicatriz e o saber, vem do seu ser".
Ferreira conclui seu texto destacando que "muitas vezes, n o sabemos nos expressar, as palavras ficam presas, mas, na escrita, podemos gritar no sil ncio, e reverberar o eco em outra pessoa, e de vários modos, através da poesia, da música, da Arte, da rima, conseguimos que nossa mensagem, alcance lugares que n o se pode imaginar".












