O Conselho de Seguran a das Na es Unidas realizará, na próxima segunda-feira (12), uma reuni o de emerg ncia para discutir a situa o na Ucr nia, após novos ataques da Rússia contra a capital, Kiev. Os bombardeios provocaram interrup es no fornecimento de aquecimento em pleno inverno, segundo a programa o revisada do órg o, divulgada na noite de sexta-feira.
Em carta enviada ao Conselho de Seguran a e obtida pela Ag ncia France Press (AFP), o embaixador da Ucr nia na ONU, Andriy Melnyk, acusou Moscou de ampliar a gravidade das a es militares contra o país. "A Federa o Russa atingiu um novo e assustador nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade com o terror perpetrado contra civis e contra a infraestrutura civil na Ucr nia", afirmou o diplomata.
A reuni o deve abordar o impacto humanitário dos ataques, a situa o da popula o civil e as possíveis medidas a serem adotadas pela comunidade internacional diante da escalada do conflito. Desde o início da invas o russa, em fevereiro deste ano, a Ucr nia tem sido alvo constante de bombardeios e ataques que t m devastado cidades e deixado milhares de civis mortos ou feridos.
O embaixador ucraniano na ONU denunciou que os ataques russos t m se concentrado cada vez mais em infraestruturas civis, como redes de energia e aquecimento, em um claro esfor o de causar o máximo de sofrimento possível popula o durante o rigoroso inverno ucraniano. Essa estratégia, segundo Melnyk, configura novos e assustadores crimes de guerra e contra a humanidade.
A reuni o do Conselho de Seguran a da ONU ocorre em um momento crítico do conflito, com a Rússia buscando intensificar sua ofensiva após uma série de reveses no campo de batalha. Analistas temem que Moscou possa recorrer a ataques ainda mais indiscriminados e violentos contra alvos civis na tentativa de quebrar a resist ncia ucraniana.
Diante dessa escalada, a comunidade internacional deverá avaliar novas san es e medidas de press o contra a Rússia, além de refor ar o apoio humanitário e militar Ucr nia. O desfecho dessa reuni o poderá ter importantes desdobramentos no rumo do conflito nos próximos meses.










