Apesar de expectativas mais otimistas sobre a infla o e o c mbio, as empresas brasileiras est o dispostas a aproveitar a queda nos custos de insumos n o para reduzir pre os, mas para recompor suas margens de lucro, segundo a Pesquisa Firmus.
A pesquisa, realizada trimestralmente pelo Banco Central, ouve 240 empresas de médio e grande porte da indústria, comércio, servi os e agricultura sobre suas expectativas macroecon micas. Ao contrário do tradicional Boletim Focus, que capta a vis o do mercado financeiro, a Firmus retrata a "economia real".
De acordo com o levantamento mais recente, o empresariado está otimista em rela o infla o e ao c mbio. A mediana das proje es para o IPCA de 2025 caiu de 5% para 4,5%, enquanto para 2026 o ajuste foi de 4,5% para 4,2%. Já a expectativa para o dólar nos próximos seis meses recuou de R$ 5,60 para R$ 5,50.
No entanto, apesar desse cenário macroecon mico mais benigno, as empresas sinalizaram uma mudan a de postura em suas políticas de pre os. Após tr s trimestres de queda, voltou a subir a parcela de empresários que planeja reajustes acima da infla o.
"Pode parecer contraditório, mas o que acontece é que o custo dos insumos caiu, registrando redu o no índice de expectativas pelo terceiro trimestre seguido. Em tese, isso abriria espa o para pre os menores. Na prática, porém, as companhias parecem dispostas a aproveitar esse alívio nos custos n o para baratear o produto final, mas para recompor margens de lucro que foram comprimidas nos últimos anos", explica o head de Renda Fixa da Suno, sócio-fundador da Certifiquei.
Esse comportamento reflete uma lógica de prud ncia por parte das empresas, que ainda percebem a situa o econ mica em terreno negativo, mesmo diante de sinais positivos. No front da atividade, a expectativa de crescimento do PIB para 2025 manteve-se em 2,1%, com um ligeiro ajuste para 1,8% em 2026.
"A Pesquisa Firmus tornou-se leitura obrigatória porque ela captura a percep o de quem gera emprego e renda. Mais do que números, nos oferece um term metro do comportamento real do mercado, mostrando que a economia, mesmo diante de sinais positivos, segue guiada por uma lógica de prud ncia", conclui o especialista.









