internacionalEstados Unidos invaden Venezuela y secuestran al presidente Maduro
A invasão militar na Venezuela pelos Estados Unidos e o rapto do presidente Nicolás Maduro representam um risco para todos os países da América Latina. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a ação do presidente Donald Trump viola todas as normas internacionais e a Carta das Nações Unidas, configurando um ataque a um país soberano e ignorando o direito à autodeterminação dos povos.“O princípio do respeito à soberania dos Estados já foi desrespeitado, o que significa que todos os Estados da nossa região estão à mercê da intervenção dos Estados Unidos, de acordo com o humor do presidente dos Estados Unidos, com os interesses das empresas norte-americanas. Todo o nosso subcontinente está, portanto, entregue à vontade, ao arbítrio do senhor Donald Trump”, disse Williams Gonçalves, professor titular aposentado de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).Notícias relacionadas:Países da América Latina se manifestam sobre ataque à Venezuela.Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente, diz New York Times.Trump: operação é um aviso a quem ameaçar soberania dos EUA.Ele considera ainda lamentável e inadmissível que essa ação seja aceita por Estados, como é o caso do presidente da Argentina, Javier Milei, e até por agrupamentos políticos dentro dos países. “É uma verdadeira traição a toda a luta que o povo argentino travou para defender a sua independência, para defender a sua autonomia. O mesmo nós podemos dizer a respeito dos grupos políticos dentro do Brasil que saúdam, que festejam uma coisa dessas”, disse.Gonçalves, que é também pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU), explica que saudar a intervenção na Venezuela é um verdadeiro convite a que Donald Trump, arbitrariamente, decida quando e por que invadirá o Brasil ou os países vizinhos. Ele acrescenta que Trump utiliza uma retórica típica do imperialismo e colonialismo do século 19.“Todos os chefes de Estado deveriam estar unidos e recorrendo a todos os instrumentos jurídicos e políticos, para condenar com a maior veemência possível essa intervenção. Nossos militares deveriam estar se pronunciando, afirmando que, no Brasil, não se tolerará uma intervenção como essa”, lamentou o especialista.Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha afirma que o compromisso de Donald Trump com o direito internacional é nenhum.“Ele não entende as relações internacionais pautadas por normas, ele entende as relações internacionais pautadas pela força e pelo interesse de curto prazo, pela motivação imediata. Isso torna o mundo muito mais imprevisível, muito mais perigoso”, analisou Rocha.Para o professor, a intervenção estabelece a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos para interferir em qualquer governo soberano da região. “Se está acontecendo agora com a Venezuela, não nos iludamos, poderá acontecer amanhã com a Colômbia, com o Brasil, com o Peru, ou com qualquer outro país”, disse.Outra implicação é o incentivo ao fortalecimento das divisões internas das sociedades. “Ao tentar criar a polarização internamente, os Estados Unidos encontram um pouco mais de espaço para prevalecer seus interesses de curto prazo, que não terão nenhuma coincidência com os interesses das sociedades em questão dos governos que ali estão constituídos.”“Há claramente uma sinalização também de preferências por governos específicos e de interferências nos processos eleitorais que estão em curso ainda na região, Colômbia e Brasil claramente como os principais alvos”, mencionou Rocha. Ele avalia que é preciso defender o multilateralismo e uma atuação mais decisiva das Nações Unidas, apesar de a instituição estar “completamente desaparelhada”.As consequências desse ataque para a América Latina são graves, afirma Rocha, e não apenas imediatas, mas de longo prazo. “A Colômbia já mobilizou tropas, o Brasil deverá fazer a mesma coisa, colocar tropas na fronteira. Se os Estados Unidos decidirem ocupar militarmente a Venezuela, nós teremos um pesadelo, nós teremos aqui um governo segundo o Vietnã.”Na análise do professor, a Venezuela está muito dividida e o governo nunca foi popular. “É um governo péssimo que destruiu um país, tentou implantar um sistema muito mais pela propaganda socialista do que pela realidade”, disse. No entanto, afirmou que a Venezuela é um país soberano e que a invasão e retirada do presidente de seu território configuram uma violação das normas internacionais.
sábado, 3 de enero de 2026, 21:48
BR
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Expertos advierten que la invasión militar de Estados Unidos a Venezuela y el secuestro del presidente Nicolás Maduro representan un grave riesgo para todos los países de América Latina. Según analistas consultados por la Agencia Brasil, la acción del presidente Donald Trump viola las normas internacionales y la Carta de las Naciones Unidas, configurando un ataque a la soberanía de un país y desconociendo el derecho a la autodeterminación de los pueblos.
"El principio del respeto a la soberanía de los Estados ya ha sido desrespetado, lo que significa que todos los Estados de nuestra región están a merced de la intervención de Estados Unidos, de acuerdo con el humor del presidente de Estados Unidos, con los intereses de las empresas estadounidenses. Todo nuestro subcontinente está, por lo tanto, entregado a la voluntad, al arbitrio del señor Donald Trump", dijo el profesor titular jubilado de Relaciones Internacionales de la Universidad Estatal de Río de Janeiro (UERJ), Williams Gonçalves.
El experto considera lamentable e inaceptable que esta acción sea aceptada por Estados, como es el caso del presidente de Argentina, Javier Milei, e incluso por agrupaciones políticas dentro de los países. "Es una verdadera traición a toda la lucha que el pueblo argentino ha librado para defender su independencia, para defender su autonomía. Lo mismo podemos decir con respecto a los grupos políticos dentro de Brasil que aplauden, que celebran algo así", señaló.
Gonçalves, quien también es investigador del Instituto Nacional de Ciencia y Tecnología para Estudios sobre Estados Unidos (INCT-INEU), explica que aplaudir la intervención en Venezuela es una invitación para que Donald Trump, de manera arbitraria, decida cuándo y por qué invadirá Brasil o los países vecinos. Agrega que Trump utiliza una retórica típica del imperialismo y el colonialismo del siglo XIX.
"Todos los jefes de Estado deberían estar unidos y recurrir a todos los instrumentos jurídicos y políticos para condenar con la mayor vehemencia posible esta intervención. Nuestros militares deberían estar pronunciándose, afirmando que en Brasil no se tolerará una intervención como esta", lamentó el especialista.
Por su parte, el profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad de Brasilia (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha, afirma que el compromiso de Donald Trump con el derecho internacional es nulo.
"Él no entiende las relaciones internacionales guiadas por normas, entiende las relaciones internacionales guiadas por la fuerza y el interés a corto plazo, por la motivación inmediata. Esto hace que el mundo sea mucho más impredecible, mucho más peligroso", analizó Rocha.
Para el profesor, la intervención establece la posibilidad de una invasión de Estados Unidos para interferir en cualquier gobierno soberano de la región. "Si está sucediendo ahora con Venezuela, no nos engañemos, puede suceder mañana con Colombia, con Brasil, con Perú, o con cualquier otro país", advirtió.
Otra implicación es el incentivo al fortalecimiento de las divisiones internas de las sociedades. "Al intentar crear la polarización internamente, Estados Unidos encuentra un poco más de espacio para prevalecer sus intereses a corto plazo, que no tendrán ninguna coincidencia con los intereses de las sociedades en cuestión de los gobiernos que allí están constituidos".
Rocha evaluó que es necesario defender el multilateralismo y una actuación más decisiva de las Naciones Unidas, a pesar de que la institución está "completamente desarmada".
Las consecuencias de este ataque para América Latina son graves, afirma Rocha, y no solo inmediatas, sino también a largo plazo. "Colombia ya ha movilizado tropas, Brasil deberá hacer lo mismo, colocar tropas en la frontera. Si Estados Unidos decide ocupar militarmente Venezuela, tendremos una pesadilla, tendremos aquí un gobierno según Vietnam".
En el análisis del profesor, Venezuela está muy dividida y el gobierno nunca fue popular. "Es un gobierno pésimo que destruyó un país, intentó implantar un sistema mucho más por la propaganda socialista que por la realidad", dijo. Sin embargo, afirmó que Venezuela es un país soberano y que la invasión y la expulsión del presidente de su territorio configuran una violación de las normas internacionales.