O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou veementemente o ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos contra alvos em território venezuelano, incluindo a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Em publica o nas redes sociais, Lula declarou que esses atos representam "uma afronta gravíssima soberania da Venezuela" e um "precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".
O bombardeio ocorreu na madrugada deste sábado, 3 de junho, atingindo pontos em Caracas, a capital da Venezuela, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O Fuerte Tiuna, o maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas após os ataques.
Diante dessa situa o, o governo brasileiro convocou uma reuni o de emerg ncia no Palácio Itamaraty, em Brasília, para discutir os desdobramentos do incidente. Ainda n o se sabe quais ministros participar o do encontro.
Em suas declara es, Lula afirmou que "atacar países, em flagrante viola o do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de viol ncia, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo". O presidente brasileiro reiterou que o Brasil mantém a posi o de condenar o uso da for a em situa es recentes em outros países e regi es, ressaltando que "a a o lembra os piores momentos da interfer ncia na política da América Latina e do Caribe e amea a a preserva o da regi o como zona de paz".
Lula também enfatizou que a comunidade internacional, por meio da Organiza o das Na es Unidas (ONU), precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. "O Brasil condena essas a es e segue disposi o para promover a via do diálogo e da coopera o", concluiu o presidente.
A a o dos Estados Unidos contra a Venezuela é vista como uma grave viola o da soberania do país e um precedente perigoso para a estabilidade da regi o. O ataque e a captura de Maduro representam uma escalada da tens o entre os dois países, cujas rela es já eram marcadas por profundos desacordos políticos e ideológicos.











