internacionalTragédia na coleta de amostras: Pesquisadora morre após cair em rio no Rio Grande do Sul
Técnica desaparece após cair no Rio Jacuí durante coleta de amostras de águaO Corpo de Bombeiros localizou, na manhã deste sábado (20), o corpo de Roberta dos Reis Costantin, pesquisadora da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) que caiu em um rio de Dona Francisca (RS) na última terça-feira (16) e desapareceu.De acordo com o capitão Hortencio Costa Machado Junior, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi contatada por pescadores que identificaram um corpo no Rio Jacuí. Os bombeiros foram ao local e encontraram ele na localidade de Remanso das Taquareiras, distante cerca de 2,7 quilômetros do antigo Porto de Dona Francisca, onde Roberta caiu na água. A identidade foi confirmada em seguida.Roberta era técnica em química e servidora pública concursada na Fepam. Ela fazia a coleta de água para pesquisas quando o acidente aconteceu.📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsAppConforme o capitão Costa, testemunhas contaram que ela vestia uma roupa pantaneira (espécie de uniforme impermeável e com tecido resistente) e estava em uma rampa no porto enquanto fazia a coleta de amostras do Rio Jacuí. Ela teria se desequilibrado, caído na água e afundado.A roupa pantaneira pode ter contribuído para que Roberta não conseguisse voltar à superfície. Um colega teria visto o que aconteceu, mas não conseguiu resgatá-la devido à correnteza do rio. Com isso, ela teria sido levada pela água.Roberta dos Reis Costantin, servidora da Fepam que caiu em rio enquanto fazia coleta de água para pesquisa em Dona FranciscaLorenzo Franchi/RBS TV e Reprodução/Redes sociaisAs buscas por Roberta começaram ainda na terça e seguiram até este sábado. A empresa responsável pela geração de energia na usina de Dona Francisca chegou a reduzir a vazão do rio para facilitar a procura. Antes do corpo ser localizado, já haviam sido encontrados objetos de trabalho que ela usava quando caiu no rio.A pesquisa para a qual Roberta fazia a coleta faz parte do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Naturais (Qualiágua), que acompanha as condições das águas naturais no estado. Elas ocorrem de três em três meses para avaliar variações da qualidade da água ao longo do tempo – é um trabalho de rotina.Roberta ingressou na Fepam em outubro 2024, quando a fundação recebeu mais de 50 novos servidores. Ela ocupa uma vaga de técnico em química e atua na divisão de laboratório da Fepam. Ela é formada pelo Instituto Federal Farroupilha (IFRS) de Caxias do Sul e cursa graduação em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).Técnica desaparece após cair no Rio Jacuí durante coleta de amostras de água no RSLorenzo Franchi/ RBS TVVÍDEOS: Tudo sobre o RS
sábado, 20 de diciembre de 2025, 10:53
BR
g1globo
A comunidade científica e ambiental do Rio Grande do Sul está de luto após a trágica morte de Roberta dos Reis Costantin, uma jovem pesquisadora da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Roberta, de 21 anos, faleceu após cair no Rio Jacuí durante a coleta de amostras de água para pesquisas.
O incidente ocorreu na última terça-feira (16) no município de Dona Francisca, quando Roberta, que era técnica em química e servidora pública concursada na Fepam, realizava seu trabalho de rotina de monitoramento da qualidade das águas naturais. Testemunhas relataram que Roberta vestia uma roupa pantaneira e estava em uma rampa no porto quando se desequilibrou e caiu na água, sendo arrastada pela correnteza.
Apesar dos esforços de resgate, Roberta não conseguiu retornar à superfície. Seu corpo foi encontrado apenas no sábado (20), a cerca de 2,7 quilômetros do local do acidente, no Remanso das Taquareiras, em Várzea do Agudo. A Fepam lamentou profundamente a tragédia e informou que prestará todo o apoio necessário à família da pesquisadora.
Roberta era uma servidora pública concursada na Fepam desde outubro de 2024, quando a fundação recebeu mais de 50 novos profissionais. Ela atuava na divisão de laboratório, realizando análises de amostras de água coletadas periodicamente como parte do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Naturais (Qualiágua).
Formada pelo Instituto Federal Farroupilha (IFRS) de Caxias do Sul, Roberta também cursava graduação em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Seus colegas e amigos lamentaram a trágica perda, destacando seu comprometimento com o trabalho e sua paixão pela ciência.
As buscas por Roberta duraram mais de 70 horas, com a empresa responsável pela usina de Dona Francisca chegando a reduzir a vazão do rio para facilitar as operações. Antes do corpo ser localizado, alguns objetos de trabalho de Roberta já haviam sido encontrados.
A tragédia evidencia os riscos enfrentados por pesquisadores e técnicos ambientais em suas atividades de campo, muitas vezes em locais remotos e com condições climáticas adversas. A Fepam informou que seguirá prestando todo o apoio necessário à família de Roberta neste momento de profunda tristeza.