Derecho Laboral / EconomíaEl STF de Brasil decidirá sobre el vínculo laboral de conductores y repartidores de aplicaciones
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, vai retomar em 24 de junho um julgamento muito aguardado em todo país: se motoristas e entregadores têm vínculos com aplicativos. A decisão terá "repercussão geral", isto é, deverá ser seguida pelos tribunais de todo o país. Na prática, o STF vai decidir a natureza da relação de trabalho entre plataformas e motoristas e entregadores de aplicativos. No início de outubro do ano passado, o STF fez sessões para discutir o tema e ouvir sustentações orais das partes e de entidades interessadas (leia mais abaixo). Agora no g1 A Uber entrou com recurso, relatado pelo ministro Edson Fachin, contestando decisão do Tribunal Superior do Trabalho que reconheceu vínculo de emprego de uma motorista. Estará em julgamento também outro questionamento, esse relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, no qual a Rappi questiona decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3a Região de Minas Gerais que reconheceu vínculo empregatício de um motofretista. As empresas sustentam que atuam como plataformas tecnológicas de intermediação, sem subordinação direta dos trabalhadores. Segundo os recursos, a Uber argumenta que reconhecer vínculo empregatício poderia reduzir em 52% os postos de trabalho e elevar em 34% o preço médio das viagens. A Rappi alegou que é uma plataforma digital que não transporta nem vende, apenas faz a intermediação entre vendedores, clientes e motociclistas que transportam os produtos. Já os representantes dos trabalhadores afirmam que as plataformas exercem controle sobre tarifas, trajetos, metas e punições, o que caracterizando vínculo e subordinação. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que o STF, determine que sejam garantidos direitos mínimos, como piso remuneratório, limite diário de horas de conexão, recolhimento de contribuições previdenciárias e seguro de vida, sem inviabilizar a inovação tecnológica. A Defensoria Pública da União (DPU) também vê vínculo e subordinação. Já procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem opinião contrária. E se manifestou contra o reconhecimento automático de vínculo trabalhista entre motoristas e plataformas. Segundo Gonet, o reconhecimento do vínculo poderia contrariar entendimentos anteriores do próprio STF relacionados à livre iniciativa e à liberdade econômica. O julgamento é considerado um dos mais importantes do STF porque terá grandes repercussões trabalhistas e na economia digital.
viernes, 29 de mayo de 2026, 11:46
BR
g1globo
¿Tienen los conductores y repartidores de aplicaciones un vínculo laboral con las plataformas tecnológicas? El Supremo Tribunal Federal de Brasil definirá esta cuestión el próximo 24 de junio.
El ministro Edson Fachin, presidente del STF, ha programado la reanudación de este juicio que tendrá "repercusión general", lo que significa que la decisión deberá ser seguida por todos los tribunales del país. El objetivo es definir la naturaleza de la relación de trabajo entre las plataformas y sus prestadores de servicios.
El proceso incluye recursos presentados por Uber, que cuestiona una decisión que reconoció el vínculo de empleo de una conductora, y Rappi, que rechaza el reconocimiento del vínculo de un motofretista.
Las empresas sostienen que actúan únicamente como plataformas de intermediación tecnológica, sin subordinación directa. Uber advierte que reconocer el vínculo laboral podría reducir los puestos de trabajo en un 52% y elevar el precio medio de los viajes en un 34%. Por su parte, Rappi afirma ser una plataforma digital que solo intermedia entre vendedores, clientes y motociclistas.
En contraparte, los representantes de los trabajadores aseguran que las plataformas ejercen control sobre tarifas, trayectos, metas y sanciones, lo que caracteriza una relación de subordinación.
Respecto a las posturas legales, la Advocacia-Geral da União sugiere garantizar derechos mínimos, como un piso remuneratorio, límite de horas de conexión y seguro de vida, sin bloquear la innovación tecnológica. Mientras la Defensoría Pública de la Unión ve un vínculo laboral, el procurador general, Paulo Gonet, se manifestó en contra del reconocimiento automático, argumentando que podría contrariar la libertad económica y la libre iniciativa.
Este juicio es fundamental debido a sus repercusiones en los derechos laborales y en la economía digital.
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