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Retrospectiva de Vik Muniz en el CCBB de Río de Janeiro

Vik Muniz está em cartaz no CCBB, no Rio A maior retrospectiva já realizada sobre o trabalho de Vik Muniz está em cartaz no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro. A exposição "Vik Muniz – A Olho Nu" reúne mais de 200 obras produzidas ao longo de três décadas de carreira e apresenta ao público algumas das imagens mais conhecidas do artista, que ganharam projeção internacional ao transformar materiais improváveis em arte. 'Medusa Marinara', feita com macarrão Vik Muniz/Divulgação Logo na entrada, uma medusa feita de macarrão com molho de tomate – a obra "Medusa Marinara" (1997) – antecipa o universo de ilusão e experimentação que marca a trajetória de Vik. Ao longo da mostra, o visitante encontra releituras de imagens icônicas criadas com chocolate, feijão, geleia, pasta de amendoim, diamantes, caviar, fumaça, papel picado e até lixo reciclável. "Duas vezes Mona Lisa (pasta de amendoim e geleia)", obra de Vik Muniz da série 'A partir de 'Warhol', de 1999 Vik Muniz/Divulgação Entre as obras mais emblemáticas estão o retrato de Che Guevara feito com feijão, a Monalisa criada com geleia e pasta de amendoim. Da quase desistência ao sucesso internacional Também está exposta a série “Crianças de açúcar” (1996), considerada um divisor de águas na carreira do artista. “Eu já estava para jogar a toalha, falar: ‘não vou ser mais artista’, quando decidi tirar férias no Caribe. Conheci essas crianças, fotografei como você fotografa pessoas durante as férias e expus as obras numa galeria no Soho”, contou Vik. 'Valentina, a mais veloz', da série 'Crianças de açúcar', de Vik Muniz (1996) Vik Muniz/Divulgação Segundo ele, um crítico do jornal “The New York Times” viu os trabalhos por acaso e publicou uma crítica que impulsionou sua carreira internacional. A exposição também explora a relação entre imagem e realidade — uma das marcas do trabalho do artista. Em uma das instalações, Vik apresenta um autorretrato formado por brinquedos. Em outra, uma bola de metal reproduz com perfeição uma bola murcha. O objeto já chegou a ser chutado por um visitante que acreditou se tratar de uma bola de verdade. Há ainda obras que desafiam constantemente a percepção do público: papéis amassados que são fotografias hiper-realistas, pregos que parecem reais, chicletes presos sob mesas transparentes e estudos científicos de borboletas feitos apenas de papel. "Che (feijão preto), a partir de Alberto Korda", obra de Vik Muniz Vik Muniz/Divulgação “Essas ilusões básicas são essenciais. Você começa a entender como são os blocos da sua relação com o mundo. Você precisa ser iludido para conseguir se comunicar”, afirmou o artista. Ao longo da carreira, Vik Muniz também desenvolveu trabalhos de forte impacto social. Um dos mais conhecidos transformou catadores de um antigo aterro sanitário em personagens de retratos monumentais feitos com resíduos recicláveis. O projeto inspirou o documentário "Lixo Extraordinário", indicado ao Oscar. 'Caveira paleolítica (Luzia'), 11.243- 11.710 anos, Minas Gerais, Brasil', da série 'Museu de Cinzas', feita com restos do incêndio no Museu Nacional Vik Muniz/Divulgação Outra série presente na retrospectiva reúne obras sacras produzidas em papel para arrecadar recursos para a Fundação Casa Santa Ignez, instituição que apoia crianças de baixa renda. Mesmo depois do reconhecimento internacional, Vik continuou apostando em materiais simples e inesperados. Em uma fase da carreira, criou 52 obras usando apenas um único pedaço reutilizável de massa de modelar. 'Museu de Cinzas' 'Museu Nacional', da série 'Museu de Cinzas' Vik Muniz/Divulgação Na série mais recente da exposição, "Museu de Cinzas" (2019), o artista utiliza cinzas recolhidas após o incêndio do Museu Nacional para recriar peças do acervo destruído. Entre elas, uma réplica do fóssil de um pterossauro que, na interpretação de Vik, renasce como uma fênix. Para o curador da mostra, Daniel Rangel, a experiência da retrospectiva provoca uma dúvida permanente no espectador. “As obras conversam entre si. E você vai sempre se perguntando: aquilo que estou vendo é realmente o que estou vendo?” Artista plástico Vik Muniz Marco Anelli/Divulgação

Retrospectiva de Vik Muniz en el CCBB de Río de Janeiro

¿Es posible transformar basura, chocolate o pasta en obras de arte? En el Centro Cultural Banco do Brasil, en Río de Janeiro, se presenta la mayor retrospectiva de la carrera de Vik Muniz.

Bajo el título "Vik Muniz – A Olho Nu", la exposición reúne más de 200 obras producidas a lo largo de tres décadas. Desde la entrada, el público se encuentra con la "Medusa Marinara", una pieza creada con macarrón y salsa de tomate, que anticipa un universo de experimentación visual y Phenomena de ilusión.

El artista es reconocido internacionalmente por utilizar materiales improbables. Entre sus obras más emblemáticas destacan el retrato del Che Guevara hecho con frijoles y la Mona Lisa elaborada con mantequilla de maní y mermelada. La muestra también incluye la serie “Niños de azúcar”, pieza clave que impulsó su proyección global tras una crítica del New York Times.

La exposición explora la tensión entre imagen y realidad. Hay instalaciones que desafían la percepción, como autorretratos formados por juguetes, clavos que parecen reales o fotografías hiperrealistas de papeles arrugados.

El trabajo de Muniz también tiene un fuerte componente social. Destaca su proyecto con recolectores de residuos reciclables, que inspiró el documental nominado al Oscar, "Lixo Extraordinário", y sus obras en papel para recaudar fondos para la Fundación Casa Santa Ignez.

Finalmente, la serie más reciente, "Museu de Cinzas", utiliza cenizas recogidas tras el incendio del Museo Nacional para recrear piezas del acervo perdido, incluyendo la réplica de un fósil de pterosaurio que, según la interpretación del artista, renace como una fénix.

Esta retrospectiva provoca una duda permanente en el espectador sobre la naturaleza de lo que observa.

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