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COTÍJUBA: LA ISLA DEL DIABLO QUE MARCO VIDAS

Ex-preso político relembra prisão e tortura psicológica em presídio na ‘Ilha do Diabo’ Orlando dos Anjos Silva tinha 30 anos quando, em abril de 1964, foi levado preso em direção à Ilha de Cotijuba, distante a 22 km do centro de Belém. Ficou mais de 30 dias trancado em uma cela, acusado de "subversão" pelo regime militar. A prisão ocorreu na casa da família, no bairro de São Brás, na presença da esposa grávida e dos quatro filhos. Primeiro, foi encaminhado para o quartel da Polícia Militar e, depois, para a ilha-presídio. Aos 92 anos, as marcas daquele passado seguem vivas na memória do economista aposentado. “No meu caso, nunca me tocaram, mas a tortura psicológica, essa acontecia. A gente não sabia o que ia acontecer, porque naquela época a gente esperava de tudo”, lembra Orlando. Em abril de 2026, completam-se 62 anos do golpe militar de 1964 no Brasil. Orlando, vítima do regime na Amazônia, recebeu reparação econômica e foi declarado anistiado político em 12 de maio de 2015, pela Portaria no 361: um reconhecimento oficial de perseguição política. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp A história por trás das ruínas do antigo presídio de Cotijuba, que recebeu presos políticos, começa em 1930, com a Colônia Reformatória; passa pelo Educandário Nogueira de Faria, na década de 1950; e termina com a Colônia Penal durante a ditadura militar (1964-1985). À esquerda, foto mostra o Educandário Nogueira de Faria, na década de 1950; À direita, foto mostra as atuais ruínas de Cotijuba, em março de 2026. Initial plugin text Pesquisadores afirmam que, mesmo com a troca de nome, a estrutura de terror e castigo físico iniciada em 1930 em Cotijuba foi intensificada no regime militar para servir ao controle de presos políticos e comuns. Após 62 anos, Orlando jamais voltou ao local onde perdeu a liberdade e era chamado de “Ilha do Diabo/Inferno”, pelos constantes casos de torturas, revoltas e desaparecimentos. Nos dias atuais, a Ilha de Cotijuba se tornou um destino turístico com praias muito frequentadas em feriados e nas férias escolares. Fica a cerca de uma hora de barco da parte continental da cidade. As ruínas do presídio e as histórias dos presos políticos atualmente são memórias de um passado. Do quartel à viagem noturna Pesquisas dos historiadores Jaime Cuéllar e Pere Petit apontam que, nos primeiros meses após o golpe de 1964, mais de 300 pessoas foram presas por razões políticas no Pará. Ilha-Presídio de Cotijuba: Local de repressão da ditadura na Amazônia Por volta das 20h, em abril de 1964, policiais militares foram até a casa de Orlando, então aluno da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais. “Reviraram a casa todinha pra ver se eu tinha arma, qualquer coisa que pudesse me incriminar, mas a única coisa que eu tinha eram livros. Nessa época eu já lia bastante”, diz. Uma parte dos livros foi confiscada pela polícia, e o que sobrou foi queimado pelo padrasto, com medo de novas investidas de agentes da ditadura. Segundo o aposentado, ele suspeitava que seria preso porque os militares já tinham conhecimento da atuação política dele como universitário. Dois Inquéritos Policiais Militares (IPMs) de 1965 citam Orlando: o 709 e o UNE-UBES, criados para investigar e reprimir opositores, listavam estudantes tachados de "subversivos" - veja abaixo: IPM 709 (Inquérito Policial Militar no 709) foi um dossiê instaurado em 1964 para investigar opositores políticos. Acervo digital do MPF sobre a ditadura. O historiador Jaime Cuéllar, membro da Comissão Estadual da Verdade do Pará, explica que as prisões do regime militar funcionavam para reprimir vozes contrárias e eram ilegais, pois negavam o direito à ampla defesa, ao contraditório e à justiça imparcial. Da casa onde ainda vive, no bairro de São Brás, Orlando foi levado para o Batalhão da Polícia Militar, na esquina da rua Gaspar Viana com a avenida Assis de Vasconcelos. Lá, ficou em um “cubículo” junto com outros presos por cerca de cinco a sete dias. “Eles me chamavam de subversivo. A ‘revolução’ e seus comparsas qualificavam tudo como subversivo e, no código da ditadura, [...] isso era contra a lei”, afirma. 🔎 A noção de "subversão da ordem política e social" foi usada pelo regime militar como um mecanismo para investigar e prender opositores. Cerca de uma semana depois, Orlando e outros presos foram levados a uma embarcação ancorada na Baía do Guajará - que contorna parte da capital paraense. Em uma viagem noturna, o jovem estava a caminho da ilha de Cotijuba, local para onde até os presos comuns tinham medo de ir. Ele conta que, ao desembarcar na ilha-presídio e se deparar com um batalhão da Polícia Militar portando armas de grosso calibre, pensou que seria “maltratado” fisicamente. “Fiquei com medo, porque eu não sabia o que ia acontecer. Ninguém sabia nada”, comenta. Orlando dos Anjos Silva, economista aposentado que foi preso pela ditadura militar, em 1964. TV Liberal Jaime Cuéllar diz que Cotijuba, terceira maior das 42 ilhas de Belém, servia, naquela época, como “extensão da ideia de confinamento”, com o propósito de causar isolamento como forma de castigo e disciplina. Durante a prisão, Orlando diz que foi levado para Belém três vezes para prestar depoimento na 5a Companhia de Guardas, atual prédio da Casa das Onze Janelas e um dos principais locais de interrogatório de opositores políticos na capital paraense. No período em que esteve na ilha-presídio, a mulher grávida e os quatro filhos de Orlando foram amparados por amigos da faculdade. Durante mais de um mês, ele ficou sob a custódia da ditadura, respondendo a cinco Inquéritos Policiais Militares. Perda do emprego e anistia O aposentado lembra que foi solto porque "não havia condicionante legal" para mantê-lo preso. De volta à sua casa, junto à mulher e aos filhos, Orlando recebeu mais uma punição da ditadura: teve o emprego nos Correios cassado pelo Ato Institucional no 1 (AI-1). O g1 teve acesso a um documento do Fundo do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), no Arquivo Público Mineiro, que contém registros de repressão política. A pasta mostra a relação de pessoas atingidas pelo AI-1, que deu poderes para cassar, suspender e demitir opositores políticos. Orlando foi demitido do Departamento de Correios e Telégrafos em 9 de outubro de 1964, por ordem do presidente militar Castello Branco. A prisão e a abertura de inquéritos policiais, conta o economista, dificultavam a empregabilidade de quem era visto como "inimigo" do regime militar. Ele diz que, após ser solto, “passou o restante da sua vida trabalhando para dois de seus antigos professores”. Um escritório de economia em Belém costumava absorver profissionais perseguidos pelo regime militar. Foi ali que Orlando conseguiu se manter profissionalmente e sustentar a família. Em 12 de maio de 2015, por meio da Portaria no 361, publicada no Diário Oficial da União, Orlando recebeu indenização de R$ 100 mil e foi declarado anistiado político. O economista aposentado recebe também pensão mensal pela demissão ilegal nos Correios em 1964. Quando questionado se viveu com medo, o senhor de 92 anos responde: "Eu soube conduzir minha vida. Não fui arrastado pelo que aconteceu". Cotijuba: de colônia reformatória a “Ilha do Diabo” Sandoval de Queiroz Barbosa (sindicalista) e Humberto de Lucena Lopes (secretário do Partido Comunista) são outros dois nomes de presos políticos enviados para Cotijuba. As prisões de Humberto Lopes foram relatadas durante audiência da Comissão Nacional da Verdade, em 29 de agosto de 2012, em Belém. Já os registros de Sandoval Barbosa constam em arquivos da Comissão Geral de Investigações do Exército, de 1964. Nomes como Sandoval, Humberto e o próprio Orlando mostram que a ilha-presídio de Cotijuba foi um dos pontos de encarceramento de presos políticos na Amazônia. Mas, segundo os pesquisadores Sid Quaresma e Odimar Melo, a história de violência e tortura do lugar conhecido como “Ilha do Diabo/Inferno”, na ditadura, começa bem antes. Sid já trabalhou na ilha e tem uma pesquisa sobre Cotijuba pela Universidade do Estado do Pará (Uepa). Ele conta que a ideia de transformar o local em um espaço para detenção de pessoas começou em 1930, com a instalação de um reformatório/prisão juvenil. “A Colônia Reformatória de Cotijuba aparece para a sociedade da época como uma alternativa ao problema da delinquência, abandono e pobreza. [...] Mas, a partir desse momento, a ilha já começa a ser vista como um local de exílio, sofrimento e distância”, diz. Entre as décadas de 1940 e 1960, a Colônia Reformatória mudou de nome para Educandário e passou para a administração do governo do Estado. O público-alvo, porém, será o mesmo: jovens abandonados e “delinquentes” do sexo masculino, de 12 a 21 anos. Em 1945, a ilha recebe mais uma prisão instalada em outra parte de Cotijuba: uma colônia penal chamada Instituto de Reeducação Social, destinada a presos adultos de menor periculosidade. “A ideia era transformar a Ilha de Cotijuba, integrando os projetos das colônias Reformatória (1930) e Penal (1945), numa espécie de ‘Ilha da Redenção’ da juventude desvalida e de adultos de terrível destino”, explica Sid. À esquerda, a Colônia Reformatória de 1930; À direita, as ruínas do presídio, em 2026. Initial plugin text Nascido em Cotijuba, o professor Odimar Melo realizou, em 2010, uma pesquisa sobre a ilha pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Segundo ele, durante o governo do major Alacid Nunes (1966-1971), o Educandário é transformado em presídio. “Quando o espaço ganha o status de presídio para receber presos de alta periculosidade, as torturas e violações de direitos continuam acontecendo, mas de uma forma muito mais violenta”, afirma. Odimar diz que as ruínas históricas da ilha de Cotijuba acolheram, ao longo do tempo, diferentes instituições: Colônia Reformatória, Educandário, Presídio - "todas ligadas à correção e repressão de direitos". A intensificação da violência sobre crianças, jovens e adultos que eram enviados para Cotijuba fez com que o local fosse chamado de “Ilha do Diabo” pelos jornais e sociedade da época - veja abaixo: Jornal "O Liberal" de 1951 “Cotijuba recebeu esse adjetivo ruim, negativo, o que acabou prejudicando e depreciando a imagem do local. ‘Ilha do Inferno/Diabo’ remetia ao sofrimento, porque havia castigos, mutilações e até mortes”, comenta Odimar. Entre 1977 e 1978, em meio a casos de revolta de internos, o governo decidiu fechar o presídio de Cotijuba, local que recebeu jovens infratores, adultos de alta periculosidade e presos políticos. Hoje anistiado político, Orlando dos Anjos Silva revela que pensa em rever a antiga ilha-presídio de Cotijuba. Os quase cem anos de vida e a fragilidade da idade, porém, impõem desafios para reviver essa lembrança. “Tenho vontade de voltar. A impressão é que está tudo modificado. Talvez nem reconheça onde fiquei”, diz Orlando, de 92 anos. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

COTÍJUBA: LA ISLA DEL DIABLO QUE MARCO VIDAS

A los 92 años, Orlando dos Anjos Silva aún recuerda con vívida claridad los días de encierro y la tortura psicológica que sufrió en la isla-prisión de Cotijuba, en Belém, Brasil, tras ser arrestado en abril de 1964, acusado de “subversión” por el régimen militar. Su historia, que se hace eco de la de cientos de opositores políticos en la Amazonía, resurge en abril de 2026, al cumplirse 62 años del golpe militar que sumió al país en una dictadura de más de dos décadas.

La detención de Orlando se produjo en su hogar, en el barrio de São Brás, frente a su esposa embarazada y sus cuatro hijos. Tras ser trasladado al cuartel de la Policía Militar, fue enviado a la isla-prisión, ubicada a 22 kilómetros del centro de Belém. Durante más de un mes, permaneció recluido en una celda, sometido a la incertidumbre y al miedo constante. Mientras tanto, su familia recibía el apoyo de amigos y colegas.

A pesar de la acusación de “subversión”, Orlando fue liberado por falta de pruebas legales. Sin embargo, el régimen militar le impuso una severa sanción: la pérdida de su empleo en Correios, a través del Ato Institucional nº 1 (AI-1). Sin poder encontrar un trabajo formal, Orlando se vio obligado a trabajar para dos de sus antiguos profesores en un bufete de abogados que brindaba refugio a perseguidos políticos.

En 2014-2015, Orlando fue reconocido como amnistiado político y recibió una indemnización económica del Estado brasileño por los crímenes cometidos durante la dictadura. A pesar de ello, hasta el día de hoy, a sus 92 años, no ha regresado a Cotijuba, el lugar que lo privó de su libertad y que era conocido como la “Isla del Diablo/Infierno” debido a los constantes casos de tortura, revueltas y desapariciones. Sin embargo, expresa su deseo de volver a visitar el lugar que marcó su vida.

La historia de Cotijuba se remonta a 1930, con la creación de la Colônia Reformatória. Posteriormente, en la década de 1950, se convirtió en el Educandário Nogueira de Faria, y finalmente, durante la dictadura militar (1964-1985), se transformó en la Colônia Penal. Investigadores señalan que, a pesar de los cambios de nombre, la estructura de terror y castigo físico iniciada en 1930 se intensificó durante el régimen militar para controlar a los presos políticos y comunes.

Según investigaciones de los historiadores Jaime Cuéllar y Pere Petit, en los primeros meses después del golpe de 1964, más de 300 personas fueron arrestadas por motivos políticos en el estado de Pará.

El arresto de Orlando ocurrió alrededor de las 20:00 horas de abril de 1964, cuando era estudiante de la Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais. La policía confiscó parte de sus libros y su padrastro quemó el resto por temor a represalias. Orlando sospechaba que sería arrestado, ya que los militares ya estaban al tanto de su actividad política como estudiante universitario.

Dos Inquéritos Policiais Militares (IPM) de 1965, el 709 y el UNE-UBES, lo citan como uno de los estudiantes tachados de “subversivo”. El historiador Jaime Cuéllar, miembro de la Comissão Estadual da Verdade do Pará, explica que las detenciones del régimen militar eran ilegales, ya que negaban el derecho a la defensa, al contraditorio y a un juicio justo.

Tras ser detenido en su casa, Orlando fue trasladado al Batalhão da Polícia Militar, donde permaneció en un “cubículo” junto con otros presos durante cinco a siete días. “Me llamaban subversivo. La ‘revolución’ y sus cómplices calificaban todo como subversivo y, en el código de la dictadura, eso era contra la ley”, afirma.

Una semana después, Orlando y otros presos fueron llevados en una embarcación a la isla de Cotijuba. Al desembarcar y ver a un batallón de la Policía Militar fuertemente armado, temió ser maltratado físicamente.

Jaime Cuéllar señala que Cotijuba, la tercera isla más grande de las 42 que conforman Belém, servía como una “extensión de la idea de confinamiento”, con el propósito de causar aislamiento como forma de castigo y disciplina.

Durante su encarcelamiento, Orlando fue llevado a Belém en tres ocasiones para prestar declaración en la 5ª Companhia de Guardas, actualmente la Casa das Onze Janelas, uno de los principales centros de interrogatorio de opositores políticos en la capital paraense.

Mientras Orlando estaba preso, su esposa embarazada y sus cuatro hijos fueron apoyados por amigos de la universidad. Permaneció bajo custodia de la dictadura durante más de un mes, respondiendo a cinco Inquéritos Policiais Militares.

Fue liberado por “falta de condicionante legal”, es decir, por falta de pruebas que justificaran su detención. Al regresar a su hogar, recibió otra sanción del régimen militar: la pérdida de su empleo en Correios a través del AI-1.

Un documento del Fundo do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), en el Archivo Público Mineiro, revela la relación de personas afectadas por el AI-1, que otorgaba poderes para destituir a opositores políticos. Orlando fue despedido del Departamento de Correios e Telégrafos el 9 de octubre de 1964, por orden del presidente militar Castello Branco.

La prisión y la apertura de investigaciones policiales dificultaron la búsqueda de empleo para aquellos considerados “enemigos” del régimen militar. Después de ser liberado, Orlando “pasó el resto de su vida trabajando para dos de sus antiguos profesores” en un bufete de abogados que acogía a profesionales perseguidos por el régimen.

En 12 de mayo de 2015, Orlando recibió una indemnización de R$ 100 mil y fue declarado amnistiado político a través de la Portaria nº 361, publicada en el Diario Oficial da União. Además, recibe una pensión mensual por su despido ilegal en Correios en 1964.

Cuando se le pregunta si vivió con miedo, el economista de 92 años responde: “Supe conducir mi vida. No fui arrastrado por lo que sucedió”.

Sandoval de Queiroz Barbosa (sindicalista) y Humberto de Lucena Lopes (secretario del Partido Comunista) son otros dos nombres de presos políticos que fueron enviados a Cotijuba. Sus detenciones fueron relatadas durante audiencias de la Comisión Nacional de la Verdad en 2012.

Investigaciones de Sid Quaresma y Odimar Melo revelan que la historia de violencia y tortura en Cotijuba comenzó mucho antes de la dictadura, en 1930, con la instalación de un reformatório/prisión juvenil.

Entre las décadas de 1940 y 1960, la Colônia Reformatória cambió de nombre a Educandário y pasó a la administración del gobierno estatal. Sin embargo, el público objetivo siguió siendo el mismo: jóvenes abandonados y “delincuentes” de entre 12 y 21 años.

En 1945, se instaló otra prisión en Cotijuba: una colônia penal llamada Instituto de Reeducação Social, destinada a presos adultos de menor peligrosidad.

“La idea era transformar la Isla de Cotijuba, integrando los proyectos de las colonias Reformatória (1930) y Penal (1945), en una especie de ‘Isla de la Redención’ para la juventud desvalida y los adultos con un destino terrible”, explica Sid.

Odimar Melo, nacido en Cotijuba, realizó una investigación sobre la isla para la Universidade Federal do Pará (UFPA) en 2010. Según él, durante el gobierno del mayor Alacid Nunes (1966-1971), el Educandário se transformó en presidio.

Las ruinas históricas de la isla de Cotijuba han albergado diferentes instituciones a lo largo del tiempo: Colônia Reformatória, Educandário y Presídio, todas ellas relacionadas con la corrección y la represión de derechos.

La intensificación de la violencia contra niños, jóvenes y adultos que eran enviados a Cotijuba llevó a que el lugar fuera conocido como la “Isla del Diablo” por la prensa y la sociedad de la época.

Entre 1977 y 1978, debido a casos de revueltas de internos, el gobierno decidió cerrar el presidio de Cotijuba, que había albergado a jóvenes infractores, adultos de alta peligrosidad y presos políticos.

Hoy en día, Orlando dos Anjos Silva, amnistiado político, revela que piensa en volver a visitar la antigua isla-prisión de Cotijuba. Sin embargo, sus casi cien años de vida y su fragilidad física plantean desafíos para revivir ese recuerdo.

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