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Pupillo Desata la Tormenta Sonora: Un Viaje Instrumental Desde el Corazón de Pernambuco

Pupillo apresenta 12 músicas autorais sem letras (mas gravadas com vocais) no primeiro álbum soloFred Siewerdt / Divulgação♫ CRÍTICA DE ÁLBUMTítulo: PupilloArtista: PupilloCotação: ★ ★ ★ ★ ♬ A trilha sonora da vida de Romário Menezes de Oliveira Jr. – o baterista, compositor e produtor musical pernambucano conhecido pelo nome artístico de Pupillo – parece conter a música do mundo. Um recorte dessa trilha foi apresentado há seis anos no álbum em que o baterista adotou o codinome de Sonorado e reprocessou temas de novelas, à frente da banda que formou com virtuoses como Thomas Harres (baterista arregimentado para a percussão). Ali, naquele álbum intitulado “Sonorado apresenta novelas” (2020), foi fundada a base do que pode ser considerada a discografia solo de Pupillo. No entender do baterista, contudo, e há certa razão nessa visão, a discografia solo do artista começa efetivamente em 2026 com o lançamento do álbum “Pupillo”, em rotação desde ontem, 6 de março, com 12 músicas sem letras, mas algumas gravadas com vozes como a de Agnes Nunes, cantora que faz os vocalizes de “Forró no asfalto”, parceria de Pupillo com Alberto Continentino. Gravado em estúdio de Los Angeles (EUA) e editado pela gravadora norte-americana Amor in Sound, “Pupillo” é álbum de produtor, essencialmente instrumental e repleto de convidados, com temas em que o artista nascido no Recife (PE) fala e toca de Pernambuco para o mundo. Outra parceria de Pupillo com Continentino, “Tropical exótica” abre o álbum e se impõe como a grande música da safra autoral do compositor no disco pela beleza da música em si e pelo grande poder de sedução da textura sonora dessa faixa meio psicodélica que parece evocar algum lugar do passado na trilha sonora da vida de Pupillo. Trilha cinematográfica, diga-se. Pilotando bateria, percussões, MPC e synth, entre outros instrumentos, o músico faz uma música do mundo de tom contemporâneo, partindo do Recife (PE) natal. Às vezes, o sotaque do álbum é mais universal, como exemplifica o suingue funky que conduz “Bem bom”, parceria de Pupillo com Hervé Salters, tecladista do grupo francês de rock-funk eletrônico General Elektriks, convidado da faixa. Em outras vezes, o som de Pernambuco está enraizado na gênese da música, caso de “Pifando”. Os pífanos tocados por Alexandre Rodrigues – creditado como coautor do tema em parceria com Pupillo e o recorrente Alberto Continentino – explicitam a referência da célebre banda de Caruaru (PE). E assim caminha o álbum solo de Pupillo, entre a tradição e a contemporaneidade, representada, por exemplo, pelo boom bap que embasa “Fealhá”, faixa com vocais de Céu, creditada como parceira de Pupillo na composição.Capa do primeiro álbum 'Pupillo', lançado pelo selo norte-americano Amor in Sound, do produtor Mario Caldato Jr.Fred Siewerdt com arte de MZKEm texto publicado nas redes sociais do artista, Pupillo explicou a rota existencial e sonora do álbum. “O meu disco reverencia os símbolos e paisagens do Nordeste brasileiro, principalmente do meu estado, Pernambuco. Lugar que me deu a oportunidade de vivenciar e celebrar a riqueza da nossa cultura desde o litoral até o sertão. O álbum é apenas um pequeno recorte das minhas memórias e de algumas experiências vividas ao longo da caminhada. Faço parte de uma geração que encontrou nas adversidades o combustível para reacender a chama da autoestima e transformar essa riqueza em novas formas de expressão, sempre respeitando a tradição, mas sobretudo, entendendo a necessidade de renovação na construção de nossa identidade através de uma movimentação que resultou no Manguebit”, contextualiza Pupillo, citando o movimento musical pernambucano que irrompeu no Brasil em 1994 a reboque de nomes como a Nação Zumbi, banda que projetou o baterista em escala nacional a partir de 1995. Foi em Pernambuco que, duas décadas depois do Manguebeat, surgiu um dos mais renovadores pianistas brasileiros dos últimos anos, Amaro Freitas, cujo piano jazzístico se harmoniza com a base percussiva tocada por Pupillo em “Fervendo o chão com Amaro!”. Com scratches do DJ e produtor musical norte-americano The Gaslamp Killer, “O sopro de Naná” referencia o som sobrenatural do percussionista Naná Vasconcelos (1944 – 2016), um dos gênios musicais da cidade natal de Pupillo, em faixa em que o baterista toca berimbau (instrumento inserido por Naná no mundo do jazz) e Rodrigo Amarante pilota minimoog. Na costura percussiva do álbum, “O sopro de Naná” se afina com “Navegando os novos tempos” (Pupillo, Carminho, Adrian Younge e Roberto Schilling), faixa em que saltam aos ouvidos os vocais da cantora portuguesa Carminho, no caso distantes do universo do fado. E por falar em música lusitana, Davi Moraes toca viola portuguesa em meio ao batuque de “Que é isso, bicho?”, faixa de sotaque nordestino, puxado pelo toque da sanfona de Felipe Costa. Em que pese a profusão de convidados ao longo das 12 faixas autorais, Pupillo jamais perde o protagonismo do álbum no posto de baterista e percussionista. Se “Mica sonic groove” se assenta sobre baticum eletrônico, com o toque da guitarra de Pedro Martins, “Entrée” cai em suingue jazzy em tema de tom cinematográfico feito com as adesões de músicos como Jota Moraes (no proeminente vibrafone) e Rodrigo Amarante (vocais, mellotron, escaleta e baixo). Gravado com produção musical orquestrada por Mario Caldato Jr. (também responsável pela apropriada mixagem) com Pupillo, o álbum fecha a rota sonora intercontinental com o tema “De chegada”, parceria de Pupillo com Pedro Martins (na guitarra, no órgão Hammond e no piano Rhodes).Com cerca de 37 minutos, a viagem do álbum “Pupillo” resulta agradável. O real primeiro disco solo de Pupillo Oliveira termina com a sensação de que cumpriu as expectativas e de que, talvez, possa ganhar ainda mais relevência com o passar dos anos, soando como vivaz retrato da pluralidade da música de Pernambuco no século XXI.Pupillo costura referências pernambucanas, como a Banda de Pífanos de Caruaru e a percussão de Naná Vasconcelos (1944 – 2016), ao longo das 12 faixas do álbumFred Siewerdt / Divulgação

Pupillo Desata la Tormenta Sonora: Un Viaje Instrumental Desde el Corazón de Pernambuco

El renombrado baterista y productor brasileño Pupillo ha lanzado su primer álbum solista homónimo, una obra maestra instrumental que fusiona la rica tradición musical de Pernambuco con sonidos contemporáneos globales. Grabado en Los Ángeles y editado por Amor in Sound, el álbum es un testimonio de la evolución artística de Pupillo, quien previamente exploró este territorio sonoro bajo el alias de Sonorado con su álbum “Sonorado presenta novelas” (2020). Sin embargo, Pupillo considera este nuevo lanzamiento como el verdadero inicio de su carrera en solitario, una declaración audaz respaldada por la profundidad y la ambición musical que impregna cada una de sus 12 composiciones.

El álbum “Pupillo” no se limita a ser una colección de canciones sin letra; es una narrativa sonora, una banda sonora de la vida de Romário Menezes de Oliveira Jr., como se le conoce al artista. Cada tema es un fragmento de su viaje personal y cultural, un reflejo de las experiencias vividas desde su natal Recife hasta su incursión en la escena musical internacional. La ausencia de letras no es una limitación, sino una invitación a la interpretación, permitiendo que la música hable por sí misma y evoque imágenes y emociones en el oyente.

La producción del álbum es impecable, con Pupillo a la cabeza, manejando la batería, la percusión, el MPC y los sintetizadores con maestría. La lista de colaboradores es impresionante, incluyendo a artistas de renombre como Agnes Nunes, Alberto Continentino, Hervé Salters, Céu, Amaro Freitas, The Gaslamp Killer, Carminho, Davi Moraes y Rodrigo Amarante, entre otros. Cada invitado aporta su propia voz y estilo al álbum, enriqueciendo la paleta sonora y creando un tapiz musical vibrante y diverso.

“Tropical exótica”, una colaboración con Alberto Continentino, se destaca como una de las piezas más cautivadoras del álbum. Su belleza melódica y su textura sonora psicodélica evocan un sentido de nostalgia y misterio, transportando al oyente a un lugar atemporal y onírico. La canción es un ejemplo perfecto de la capacidad de Pupillo para crear atmósferas envolventes y emocionales a través de la música instrumental.

El álbum también explora las raíces musicales de Pernambuco, con temas como “Pifando”, que presenta la participación de Alexandre Rodrigues y su banda de pífanos de Caruaru. Esta pieza es un homenaje a la tradición musical de la región, incorporando los sonidos característicos de los pífanos en un contexto contemporáneo. La canción es un testimonio del compromiso de Pupillo con la preservación y la promoción de la cultura pernambucana.

La influencia del movimiento Manguebeat, del cual Pupillo fue una figura clave como miembro de Nação Zumbi, es evidente en todo el álbum. Sin embargo, “Pupillo” no es simplemente una repetición de fórmulas pasadas; es una evolución, una exploración de nuevos territorios sonoros que se basan en las bases establecidas por el Manguebeat pero que van más allá de sus límites. Pupillo ha logrado crear un sonido único y distintivo que lo distingue de sus contemporáneos.

La colaboración con Hervé Salters en “Bem bom” introduce un toque funky y electrónico al álbum, demostrando la versatilidad de Pupillo y su capacidad para fusionar diferentes géneros musicales. La canción es un ejemplo de cómo el artista puede tomar elementos de la música global y adaptarlos a su propio estilo, creando un sonido fresco y original.

“Fervendo o chão com Amaro!” es otra joya del álbum, con la participación del aclamado pianista Amaro Freitas. La combinación de la percusión de Pupillo con el piano jazzístico de Freitas crea una dinámica fascinante, llena de energía y creatividad. La canción es un testimonio del talento y la innovación de ambos artistas.

“O sopro de Naná” es un homenaje al legendario percussionista Naná Vasconcelos, un ícono de la música pernambucana. Pupillo toca el berimbau en esta pieza, un instrumento que fue popularizado por Naná en el mundo del jazz. La canción es un tributo a la memoria de Vasconcelos y a su legado musical.

El álbum también incluye colaboraciones con artistas internacionales como Carminho, la renombrada cantante portuguesa de fado, y The Gaslamp Killer, el aclamado DJ y productor estadounidense. Estas colaboraciones demuestran el alcance global de la música de Pupillo y su capacidad para conectar con artistas de diferentes culturas y tradiciones.

En resumen, “Pupillo” es un álbum excepcional que marca un hito en la carrera de este talentoso artista brasileño. Es una obra maestra instrumental que fusiona la tradición musical de Pernambuco con sonidos contemporáneos globales, creando un sonido único y distintivo. El álbum es un testimonio del talento, la creatividad y la visión artística de Pupillo, y seguramente será recordado como uno de los lanzamientos más importantes del año. La producción de Mario Caldato Jr. añade una capa de pulido y sofisticación al álbum, asegurando que cada detalle suene impecable. Con una duración de aproximadamente 37 minutos, “Pupillo” es un viaje musical gratificante que deja al oyente con ganas de más. Es un álbum que merece ser escuchado y apreciado por todos los amantes de la música instrumental y la cultura brasileña.

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