Uma estudante de Medicina da FACISB, Victoria Louyse Vaz Constantino, orientada pelo professor Otávio Costa Vincenzi, emitiu um alerta sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O metanol, também conhecido como ácido metílico, é um álcool incolor e volátil, geralmente utilizado como solvente e combustível na indústria química.
Embora pare a inofensivo, o metanol se torna extremamente perigoso quando ingerido. Isso porque, dentro do organismo, ele é convertido em outros compostos químicos que atacam diretamente o sistema nervoso, principalmente o nervo óptico, responsável pela vis o. Mesmo em pequenas quantidades, a ingest o de metanol pode causar cegueira ou até mesmo ser fatal.
A intoxica o por metanol geralmente acontece após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, já que o metanol é mais barato que o etanol (o álcool presente nas bebidas) e se mistura a ele sem alterar a cor ou o cheiro. Os sintomas come am, geralmente, entre 12 e 24 horas após a ingest o, com dor de cabe a, náuseas, dor abdominal e confus o mental, podendo evoluir rapidamente para vis o emba ada, "chuva de pixels" e até cegueira temporária ou permanente.
Caso n o seja feito nenhum tipo de tratamento, em até 48 horas podem surgir convuls es, coma, arritmias e risco elevado de fal ncia múltipla de órg os. Nesse ponto, o caso se torna t o grave que mesmo interven es médicas apresentam menor chance de revers o. O tratamento é uma emerg ncia e envolve o uso de antídotos e tratamento intensivo.
A preven o é a melhor estratégia para se evitar a intoxica o por metanol. A estudante Victoria Louyse Vaz Constantino alerta que nunca se deve consumir bebidas de proced ncia duvidosa, sem rótulo ou com lacre rompido. Qualquer sintoma após ingerir álcool, especialmente vis o alterada, mal-estar persistente ou dor abdominal, exige procura imediata por atendimento médico.
A conscientiza o da popula o e dos profissionais de saúde é essencial para evitar sequelas irreversíveis e reduzir mortes causadas por esse perigoso "veneno invisível". Victoria ressalta a import ncia de estar atento aos sinais de intoxica o e de n o hesitar em buscar ajuda médica imediatamente.












