Um estudo inédito revelou a rápida expans o do mexilh o-dourado, espécie invasora, no rio Tocantins, na Amaz nia brasileira. Os dados mostram uma densidade média de 11.940 indivíduos por metro quadrado, muito superior ao observado anteriormente, indicando uma adapta o completa da espécie ao ambiente amaz nico.
O mexilh o-dourado (Limnoperna fortunei) é originário do sudeste asiático e chegou América do Sul provavelmente no início da década de 1990, transportado pela água de lastro de navios. No Brasil, a espécie encontrou condi es favoráveis para se expandir de forma acelerada por diferentes bacias hidrográficas.
Segundo o engenheiro de pesca Rafael Anaisce das Chagas, autor principal do estudo, a presen a da espécie na Amaz nia ocorreu antes do previsto por modelos científicos. "As proje es indicavam risco elevado apenas a partir da década de 2030. Encontrar o mexilh o no rio Tocantins em 2023 mostra um ritmo de prolifera o muito mais rápido", afirma.
Os impactos ambientais incluem altera es na transpar ncia da água, acúmulo de toxinas, competi o com espécies nativas e desequilíbrios na fauna aquática. Já os efeitos socioecon micos envolvem prejuízos pesca, piscicultura e a sistemas hidráulicos.
Moradores de cidades como Marabá, Itupiranga e Tucuruí já haviam comunicado o surgimento de bancos de mexilh es, o que motivou a atua o de uma for a-tarefa com participa o do Instituto Evandro Chagas. Piscicultores também relataram incrusta es do molusco em tanques-rede no estado do Tocantins.
De acordo com os pesquisadores, a erradica o do mexilh o-dourado em ambientes naturais é praticamente impossível. As a es de controle se restringem a estruturas artificiais, como hidrelétricas e sistemas de abastecimento, por meio de métodos integrados.
O estudo, publicado na revista Acta Limnologica Brasiliensia, refor a a necessidade de monitoramento contínuo e estratégias preventivas na Amaz nia para conter os danos ecológicos, econ micos e sociais crescentes causados pela invas o dessa espécie exótica.











