O início do ano de 2026 foi marcado por duas tragédias no litoral paranaense. Em Pontal do Paraná, duas pessoas perderam a vida por afogamento em ocorr ncias distintas que mobilizaram as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR).
O primeiro caso aconteceu logo pela manh , por volta das 7h, no balneário Ipanema. Um adolescente de 17 anos, que morava em S o José dos Pinhais, estava no mar com tr s amigos e utilizava uma pranchinha. De acordo com relatos, ele n o conseguiu voltar para a areia, acabou soltando a prancha e submergiu. O jovem ficou desaparecido por cerca de 20 minutos.
Quando os guarda-vidas o retiraram da água, iniciaram imediatamente as manobras de reanima o. Apesar dos esfor os que duraram aproximadamente uma hora, o óbito foi confirmado no local. Segundo a capit Tamires Pereira, do Corpo de Bombeiros, a vítima "acabou sendo puxada muito provavelmente pela corrente de retorno, se desesperou e acabou soltando a pranchinha para tentar voltar praia, que é um erro comum".
A segunda ocorr ncia aconteceu durante a tarde do mesmo dia, também em Pontal do Paraná. Desta vez, duas pessoas foram retiradas da água pelas equipes do CBMPR: um homem de 46 anos e um menino de 11 anos. Testemunhas relataram que outras tr s pessoas conseguiram sair do mar com ajuda de surfistas que estavam na regi o.
Quando os bombeiros chegaram, o homem de 46 anos estava submerso. Ele foi localizado após cerca de 30 minutos de buscas e retirado da água. As equipes de resgate e o servi o aeromédico realizaram manobras de reanima o cardiopulmonar por aproximadamente uma hora, mas infelizmente a morte foi constatada ainda no local. O menino de 11 anos foi resgatado consciente e recebeu atendimento no local, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato.
As correntes de retorno s o fen menos naturais que est o presentes em todo o litoral paranaense e representam um perigo constante para os banhistas, especialmente aqueles com menos experi ncia. Segundo a capit Tamires Pereira, "esta corrente vai estar presente em todo o litoral, principalmente nas proximidades de pedras e encostas. Ali sempre vai ter uma corrente fixa. Um morador atento ou quem frequenta praia há bastante tempo consegue perceber que ali existe uma corrente de retorno, é algo muito sutil para perceber".
A orienta o dos bombeiros é ficar atento s bandeiras instaladas nas praias e banhar-se apenas em locais protegidos. As tragédias ocorridas no primeiro dia de 2026 refor am a import ncia da conscientiza o e da seguran a dos banhistas, especialmente em rela o aos riscos das correntes de retorno.












